Grimório


07/12/2006


Eu sei que é ainda não é Páscoa...


Oi pessoal,

esse aqui é o Herman, tido até pouco tempo como o maior coelho do mundo, com 7,7Kg, 1m de comprimento e 21cm de orelhas.



Entretanto, apareceu um concorrente à altura. Rudi, com 8,7Kg. Só não ficou com o título porque foi derrotado por Robert, e seus 9,2Kg (foto abaixo).



Mas já apareceram outros concorrentes. Dizem que o Roberto, aí embaixo, tem 16Kg.



Queria um deles pra mim. O problema é só o dinheiro que o dono deve gastar com ração.

Escrito por Renan às 18h27
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06/12/2006


Isso é o Brasil...

Laudo inocenta mãe acusada de matar filha
Daniele foi acusada de colocar cocaína na mamadeira; ela foi libertada e diz que agora quer saber do que a filha morreu
O laudo definitivo do material colhido na boca e na mamadeira da criança divulgado anteontem negou o uso da droga
LAURA CAPRIGLIONE
ENVIADA ESPECIAL A TAUBATÉ (SP) - Folha

Foi colocada em liberdade ontem, depois de 37 dias de prisão, a jovem Daniele Toledo do Prado, 21, acusada injustamente de envenenar a própria filha, Victória Maria do Prado Iori Camargo, de apenas um ano e três meses, com cocaína colocada na mamadeira da menina.
Laudo definitivo do Instituto de Criminalística provou que não era cocaína o pó branco encontrado na mamadeira. Também deu negativo para cocaína o exame feito no pó branco encontrado na boca da criança e recolhido no hospital.
Caiu assim a única evidência que incriminava Daniele, um laudo provisório que a levou à prisão logo que constatada a morte clínica da menina, às 10h40 de 29 de outubro. O alvará de soltura foi concedido pelo juiz da Vara do Júri e da Infância e Juventude de Taubaté, Marco Antonio Montemor.
"Eu nem tinha ainda conseguido entender o que significava aquele pííííííííí do oxímetro [que indicava a ausência de pulso], a correria dos médicos para ressuscitá-la, o corpinho inerte da Victória ainda com o tubo saindo da boca, quando a doutora Érika me arrastou pelo braço para a sala onde estava minha filha, gritando: "Olha o que você fez, sua assassina. Encara o que você fez, monstro"."
Dali, sem tempo para chorar a perda da filha, Daniele foi levada para a cadeia pública de Pindamonhangaba. "Joga o bicho da mamadeira para cá." Essa foi a senha para o início da surra que deixou Daniele com a mandíbula quebrada, hematomas no corpo e lesões na cabeça, por causa das pancadas contra as grades da cela. Nada menos do que 18 presas participaram da ação contra a jovem.
"Uma presa enfiou uma caneta no meu ouvido e já ia dar um soco para que entrasse até o talo, quando outra lhe pediu que não fizesse isso. Então, ela quebrou a caneta e metade ficou dentro", lembra Daniele. Apesar dos gritos, o socorro só chegou duas horas depois, ao amanhecer, quando a jovem foi levada inconsciente para o pronto-socorro.

Doença estranha
Daniele e sua filha eram bem conhecidas no Hospital Universitário de Taubaté. A menininha tinha uma doença até hoje não diagnosticada, que a deixava inconsciente por várias horas. A criança tomava de quatro a cinco remédios diariamente, inclusive um para evitar convulsões, composto por pó branco. Por causa do agravamento de seu quadro clínico, os últimos quatro meses de vida de Victória foram um entra-e-sai do hospital, com várias internações na UTI.
No dia 8 de outubro, a filha internada, Daniele foi estuprada dentro do hospital. Bastante machucada e em estado de choque, foi atendida lá mesmo. Segundo o delegado-seccional de Taubaté (130 km de SP), Roberto Martins de Barros, um laudo confirma a violência sexual. Na delegacia, Daniele acusou, como autor do crime, um quintanista de medicina, do corpo de residentes do hospital.
"Ele me ameaçava e dizia, enquanto me estuprava, que sabia que eu precisava do hospital para cuidar da minha filha", lembra Daniele.
Depois da denúncia contra o residente, a moça teve de ir à delegacia outra vez, antes da morte da filha. Dia 19 de outubro, médicos do hospital denunciaram ter encontrado um pó branco suspeito no pescoço de Victória. Sem autorização da mãe, foram recolhidas amostras de sangue e de urina da criança. Suspeita: cocaína. O resultado deu negativo.
A última alta de Victória foi no dia 25 de outubro. Mas a menina podia voltar a ter uma de suas crises a qualquer momento. Foi entregue a Daniele uma carta de encaminhamento assinada por duas médicas. Se o quadro clínico da menina piorasse, ela tinha autorização para ir diretamente ao Hospital Universitário.
No dia 28, a criança teve nova crise e a mãe, como combinado, levou-a ao hospital. Não quiseram recebê-la. A mãe deveria levá-la primeiro ao Pronto-Socorro Municipal, onde chegou às 20h30.
A mãe denuncia que, mesmo inconsciente, a criança ficou sem atendimento até as 4h25, quando recebeu glicose em soro. Nesse momento, foi coletada a substância branca da língua da criança (a mesma que o exame preliminar do Instituto de Criminalística afirmava ser cocaína). Às 10h40, Victória morreu.
Assim que foi libertada, ontem, a mãe de Victória abraçou os familiares que a esperavam do lado de fora da Penitenciária de Tremembé (a 138 km de SP). Chorou e, depois, conforme havia pedido à advogada Gladiwa de Almeida Ribeiro, foi para o cemitério visitar o túmulo da menina.
Ela pretende entrar na Justiça para saber se a filha morreu por omissão de socorro ou por morte natural. Também quer punir o estuprador que a vitimou. "Eu tenho o direito de saber exatamente do que a minha Victória morreu."

Escrito por Renan às 14h00
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05/12/2006


Palavras, palavrinhas e palavrões

Palavras, palavrinhas e palavrões
Fonte: Folha on line - Mônica Bergamo

"Atos - A Campanha Pública de Lula", do cineasta João Moreira Salles, que está sendo lançado, é uma continuidade de "Entreatos", o filme de Salles com os bastidores da campanha de Lula em 2002. Nele, o cineasta mostra novas cenas de seu arquivo. Personagens até então importantes como José Dirceu, Antonio Palocci e Aloizio Mercadante aparecem ao lado de Fábio Luís, o Lulinha, filho de Lula, e do assessor Freud Godoy, desconhecidos naquele ano, mas hoje verdadeiras "celebridades". O comportamento de Lula com a imprensa ganha um sabor especial se visto hoje, passados quatro anos de seu governo. Abaixo, trechos do filme:

1. Véspera do primeiro turno de 2002. O secretário particular, Gilberto Carvalho, quer saber se Lula falará com a imprensa. "Não", decreta Lula. "Se tiver segundo turno, é até importante, mas se resolver [no primeiro] não é importante." Lula explica: "Se não der no primeiro turno, na segunda eu tenho que fazer uma coletiva animando o pessoal. E se ganhar... E agora, Lula?".

2. Lula conversa com Carvalho: "Nada me abala. Nada. Não sou um cara vulnerável a notícia de jornal. Aliás, se você soubesse o bem que é ficar 20 dias sem ler jornal para o leitor! Não abro um jornal! E não desaprendo nada. (...) Por que você acha que eu sou esse cara equilibrado que eu sou? Porque eu não fico subordinado às oscilações das notícias, Gilberto!". Lula continua: "Ninguém tem que ligar para a minha casa para dizer: "Vai sair tal coisa na "Folha de S.Paulo" amanhã". Foda-se! Deixa sair".

3. No barbeiro, com espuma no rosto, Lula pergunta ao cineasta João Moreira Salles: "Você viu a manchete da Folha? "Lula se compara a Cristo". Fantástico, né?". Salles pergunta se ele vai se pronunciar. "Eu não me dou ao trabalho. Essa cretinice, eu não...".

4. Numa reunião com empresários, o então candidato Lula pede a Roberto Setubal, do Itaú: "Roberto, você pode ficar de pé para a minha mulher saber quem é o presidente do banco dela?".

5. Lula, já eleito presidente, conversa com Dirceu, Palocci, Carvalho e Mercadante na suíte de um hotel em SP. "O Garotinho vai ter que ter um ministério." "Quem?". Lula reforça: "O Garotinho". A conversa continua. José Dirceu: "Sabe que o Roberto Marinho me ligou dizendo o seguinte: a única coisa que eles querem pedir para nós é que toda... (Lula interrompe com um comentário). E Mercadante: "Toda relação eles querem que seja...". Percebendo a presença da câmera, Palocci pede que alguém feche a porta. Dirceu também: "Fecha essa porta para nós, só para a gente...", diz. E a porta se fecha.

6. O presidente americano George W. Bush telefona para cumprimentá-lo pela eleição. Após desligar a chamada, Lula brinca: "Eu vou arrumar uma guerra no Paraguai para ficar igual ao Bush".

7. Marisa diz: "O pessoal começou a gritar no palanque: "primeira-dama, primeira-dama". Aí eu falei: "Eu não sou a primeira. Eu sou a única'".

Escrito por Renan às 08h50
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