Grimório


27/06/2008


Please don't stop the music - versão forró


Êêêê saudade da terrinha...

Escrito por Renan às 12h21
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02/04/2008


It's a kind of magic


Esse é o melhor truque de serrar uma pessoa ao meio que já vi.


Escrito por Renan às 19h20
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06/03/2008


Final alternativo de "I am legend"



I Am Legend's Original Ending - video powered by Metacafe

Escrito por Renan às 10h08
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09/01/2008


Escrito por Renan às 14h34
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04/12/2007


Guitarra Robô


A Gibson vai lançar uma guitarra que faz sua afinação automaticamente.



Mais detalhes aqui.

Escrito por Renan às 12h06
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28/10/2007


Belo Horizonte, uma cidade onde o mundo é um bar

The New York Times Journal

Belo Horizonte, uma cidade onde o mundo é um bar
De Seth Kugel

Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais, conseguiu se tornar a terceira maior cidade do Brasil e continuar quase totalmente desconhecida para o mundo exterior. Se os turistas —mais atraídos para os prazeres sensuais do Rio de Janeiro ou a agitação urbana de São Paulo— a conhecem é porque passam por ela a caminho de Ouro Preto e Diamantina, vendo-a mais como uma escala para reabastecimento na rota das pitorescas cidades mineiras da era colonial.

Seu anonimato internacional se explica pela falta de litoral, e portanto de praias, de um carnaval famoso e de grandes atrações, exceto alguns edifícios desenhados por Oscar Niemeyer que empalidecem perto de suas famosas obras de Brasília.

Mas "Beagá", o apelido da cidade, pode reivindicar fama como capital brasileira dos bares. Não bares como nos saguões elegantes de hotéis ou em mercados agitados, mas botecos —lugares informais onde diversas gerações se encontram, se sentam, bebem cerveja e aguardente e muitas vezes fazem uma refeição informal. A se acreditar na propaganda local, a cidade tem 12.000 bares, uma quantidade per capita maior que a de qualquer outra cidade do país. Por quê, ninguém tem certeza absoluta, mas uma teoria se transformou em ditado popular: "Não tem mares, tem bares".

Embora os guias turísticos raramente os mencionem, eles são uma ótima maneira de os viajantes mergulharem na vida social de uma cidade cuja área metropolitana explodiu nas últimas décadas, para mais de 5 milhões de habitantes. A melhor época de visitá-la é em abril, para a competição 'Comida di Buteco', quando cerca de 40 dos melhores bares disputam prêmios em categorias como higiene, cerveja mais gelada, serviço e, principalmente, o melhor tira-gosto. Os vencedores são decididos não apenas por juízes, mas pelo voto público, dando aos moradores uma boa desculpa para sair todas as noites durante um mês.

Se você perder o concurso, não se preocupe. Toda noite do ano parece ter uma clima de festa em Belo Horizonte. Vá até a Mercearia Lili (rua São João Evangelista, 696, Santo Antônio, 31-3296-1951), um participante habitual da competição entre bares. É um dos muitos locais em Santo Antônio, um bairro de alto nível, com ladeiras íngremes que exigem técnicas sobre-humanas de estacionamento, ou, de preferência, use os táxis da cidade.

O bar é típico de muitas maneiras, a começar pelo mobiliário: mesas e cadeiras de plástico amarelo com logotipo de cerveja, que se esparramam pela calçada (garrafas de 600ml de cerveja, a ser compartilhada em pequenos copos, são as preferidas em toda a cidade). O burburinho da conversa e o ruído das garrafas -e não um DJ- fornecem a trilha sonora; homens e mulheres grisalhos e jovens que nos EUA seriam menores de idade compartilham as mesas.

Não muito longe fica o Via Cristina (rua Cristina, 1203, Santo Antônio, 31-3296-8343). É mais elegante, com mesas cobertas de toalhas xadrez verde e brancas, garçons uniformizados e uma parede de cachaças —centenas de garrafas diferentes da aguardente de cana-de-açúcar— que os barmen alcançam usando uma escada como as de bibliotecas. Sua participação no concurso deste ano foi o Raulzito, um bolinho frito recheado de carne-seca que custa R$ 2,00.

Se houvesse um prêmio pelo "Mais Difícil de Chegar", o Freud Bar (sem endereço, Nova Lima, 31-8833-9098, mapa em freudbar.com) ganharia todos os anos. O lugar fica escondido no meio de uma mata perto da cidade, e chega-se lá por uma estrada sinuosa de terra. O bar é construído num morro, aquecido por lareira e tem algumas mesas sob as árvores. Tem música ao vivo (blues e rock) e serve um cardápio limitado, mas criativo, como vinho quente ou uma sopa de abóbora, mussarela e frango (R$ 3,50), uma boa variação da sopa de feijão com toucinho oferecida em quase todos os botecos.

Informal, com suas mesas e cadeiras 'diferenciadas', o Bar do Caixote é um dos muitos botecos de 'Beagá'
Os botecos não são apenas assuntos noturnos, como você descobrirá se for ao Mercado Central da cidade numa tarde de fim de semana. Claro, há barracas que vendem frutas, carne, os famosos queijos de Minas, cães e aves vivos (para mascotes) e galinhas vivas (para jantar). Mas o mercado também é cheio de bares lotados e barulhentos como o Lumapa, onde as autoridades precisam cercar com correntes a calçada para que os clientes do mercado possam circular. Uma opção mais calma é o Casa Cheia (Mercado Central, loja 167, Centro, 31-3274-9585), um lugar com mesas que serve criações como o Mexidoido Chapado, uma mistura de arroz, legumes, quatro tipos de carne e ovos de codorna.

Também vale a pena ir aos bairros mais distantes para ver algumas versões mais excêntricas de bares. (Com 11.999 concorrentes, faz-se o possível para se destacar.) O ultra-informal Bar do Caixote (rua Nogueira da Gama, 189, João Pinheiro, 31-3376-3010) tem mesas e cadeiras feitas de caixotes de madeira. O vencedor geral do concurso deste ano, o Bar do Véio (rua Itaguaí, 406, Caiçara, 31-3415-8455), fica num bairro distante e o motorista de táxi pode ter dificuldade para encontrá-lo, mas qualquer pessoa na região poderá lhe indicar. Seu prato simples de pedaços de carne de porco com bolinhas douradas de batata frita, servido com molho de abacaxi e hortelã, foi o tira-gosto vencedor de 2007.

Quando você precisar de um descanso dos bares, faça um passeio à tarde ao bairro da Pampulha, onde há vários edifícios de Niemeyer, incluindo sua famosa Igreja de São Francisco de Assis. O bairro também abriga o mais famoso restaurante de Belo Horizonte, o Xapuri (rua Mandacaru, 260, Pampulha, 31-3496-6198), o melhor da cidade para experimentar a tradicional cozinha 'caipira' de Minas Gerais. E no domingo de manhã você pode encontrar presentes incomuns na 'feira hippie' (ou Feira de Arte e Artesanato da Afonso Pena), dois longos quarteirões da avenida Afonso Pena cheios de roupas, jóias, artigos de decoração e artesanato. Quando terminar, pare nas barracas nas duas extremidades para comer peixe frito ou doces de coco, ou entre para descansar no maravilhoso Parque Municipal, logo abaixo da feira. Em qualquer um deles você não estará longe de um vendedor ambulante pronto para lhe abrir uma lata de cerveja. Em Belo Horizonte, o mundo é um bar.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Escrito por Renan às 14h30
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19/10/2007


Senju Kannon: A deusa da misericórdia de 1000 braços.

A once-in-a-year event in Japan. 24 hours of TV, a lot of artists, a lot of events, and the funds are all for charity and the disabled.
This is the show of the "Senju Kannon": The 1000-hands goddess of Mercy.
Raise the volume of your computer, as the original sound is very low.


Escrito por Renan às 16h35
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28/09/2007


Impressionante

Não, não é truque.



Escrito por Renan às 16h07
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04/09/2007


Assino embaixo

Post do dia 01/09 do blog do Reinaldo Azevedo:

Conselho de especialista
"Lula falou aos militantes que ele não precisam ter vergonha de ser petistas. Taí. Ele nem precisava dizer. Se há sentimento que petista não tem é este: vergonha."

Falou tudo.

Escrito por Renan às 16h50
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The Simpsons Star Wars




A lightsaber is not a toy.
A lightsaber is not a toy.
A lightsaber is not a toy.

Escrito por Renan às 16h37
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É embromation, é embromation...



Escrito por Renan às 16h27
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29/08/2007


Banco dos réus, elites e intelectuais de esquerda


Por Reinaldo Azevedo

Vejam abaixo o panteão dos réus do mensalão. Ali está a cúpula do partido que está no poder. Hoje, eles não detêm mais o poder formal na legenda e no governo, mas ainda são autoridades incontestes do petismo e do estado paralelo. Sua influência se espalha de forma tentacular pela administração pública. Não é um telefonema de Zé Dirceu apenas que é “UM TELEFONEMA”, como ele próprio definiu. Todos ali ainda têm grande influência. Quando menos porque representam, entendo, a nova classe social que chegou ao poder junto com Luiz Inácio Lula da Silva, o Grande Chefe do réus. Hoje, é bem provável que o publicitário Duda Mendonça dê mais peso ao banco — ele, o homem que traduziu o petismo para os simples de espírito. Mas como é que chegamos aqui? Como é que o país foi entregue a isto que o procurador-geral chama “uma quadrilha”? Acreditem: parte da resposta, eu vi ontem, no programa Roda Viva, que entrevistou o sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor do livro A Cabeça do Brasileiro, publicado pela Editora Record . Mas, antes que fale do programa, farei uma pequena digressão.

Depois da redemocratização, desde Fernando Collor, governa o Brasil quem obtém a maioria nas urnas. Não sei se notam: a esquerda tenta fazer crer que apenas Lula obteve os votos dos pobres, o que lhe conferiria especial legitimidade — ou, pior, lhe permitiria ir além da legitimidade de seu cargo e da legalidade também. Atribuir a eleição do Apedeuta aos pobres obriga a atribuir-lhes também a eleição de FHC e Collor. A resposta tristemente óbvia dos petistas, eu já conheço: “Ah, mas só agora os miseráveis votaram em alguém do seu grupo social”. Trata-se de uma mentira não-autorizada pelos números e pela história. Ou, na hipótese de o PT perder a próxima disputa, forçoso será admitir que os pobres terão votado contra si mesmos. No fundo, é isso mesmo o que a esquerda acha, razão por que a sua adesão às urnas é, em termos históricos, recente. Só respeita disputa que ela vença.

O que Lula conseguiu foi outra coisa: estabeleceu uma divisão na sociedade brasileira entre o que o PT chama “ricos” e “pobres” como nunca houve. Aí, sim, o petista introduziu uma novidade — péssima novidade — na política. Resulta dessa divisão algum benefício para os menos favorecidos? Absolutamente nada. No que diz respeito ao futuro, as escolhas, ao contrário, os condenam à mendicância. Tornou-se tabu, por exemplo, questionar os fundamentos do Bolsa Família, um programa emergencial e compensatório surgido no governo FHC e tornado a única política social relevante do governo Lula, ampliado como indústria do voto. Quanto ao mais, perguntem como vai a saúde no Nordeste, por exemplo. Assim, concluo essa digressão afirmando o óbvio: em termos estritamente numéricos, serão sempre os pobres a eleger o presidente da República. A razão é simples: são a maioria.

Na roda viva
Agora volto ao Roda Viva e à minha indagação inicial: como chegamos aqui? Como é que um país é obrigado a pôr no banco dos réus a cúpula de um partido e de um governo? Quem elegeu responde, é certo, pela escolha que fez. Mas boa parte da elite intelectual brasileira — especialmente a de esquerda — divide essa responsabilidade com a massa menos informada. Esta foi, vá lá, culposa; aquela é dolosa. Um dolo ético, que nasce da suposição de que os horizontes gloriosos com os quais um governo de esquerda acena justificam os meios criminosos. Não é maquiavelismo; é marxismo tosco; não é realismo; é stalinismo criminoso.

A TV Cultura convidou as seguintes personalidades para entrevistar Alberto Carlos Almeida: Roberto Damatta, antropólogo; Claudio Weber Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil; Alon Feuerwerker, editor de política do jornal Correio Braziliense; Francisco Alambert, professor de história contemporânea da USP, e o cantor e compositor Lobão. Almeida estava lá para falar de seu livro. Duvido que a esquerda tenha remotamente produzido um texto tão contundente mostrando a importância que tem a educação na formação do caráter de um povo. Com base em dados empíricos, colhidos numa pesquisa, ele descobriu que a educação torna, na média, as pessoas menos tolerantes com os desmandos e mais tolerantes com a diferença; menos tolerantes com as incompetências do estado e do governo; mais tolerantes com a individualidade — sua e alheia.

Assim VEJA sintetizou na revista da semana passada o seu estudo: “A parcela mais educada da população é menos preconceituosa, menos estatizante e tem valores sociais mais sólidos. Se todas as pessoas em idade escolar estivessem em sala de aula hoje, a pleno vapor, o Brasil acordaria uma nação moderna no dia 1º de janeiro de 2025 – depois de um ciclo completo de educação. Os brasileiros passariam a ter baixíssima tolerância à corrupção e esperariam menos benesses de um estado protetor. Funcionários públicos ineficientes e aproveitadores seriam uma raça em extinção. Os cidadãos lutariam mais por seu futuro, em vez de se entregar distraidamente à loteria do destino. Nesse país, as pessoas de qualquer credo ou classe social se veriam como portadoras de direitos iguais. As diferenças sexuais seriam mais respeitadas. Provavelmente pouquíssimos endossariam a frase estampada no alto da página 87 – ‘Se alguém é eleito para um cargo público, deve usá-lo em benefício próprio’.”

Mas foi o que bastou. O uspiano Francisco Alambert, que, visivelmente não havia lido o livro, ficou a pouco de ter um ataque de apoplexia no programa, virando os olhinhos nervosos e impacientes, enquanto o entrevistado falava. Não fazia propriamente perguntas, mas lançava quase reptos no limite da civilidade, como se ignorante fosse o outro. Santo Deus! O que dizia de tão espantoso Alberto Carlos de Almeida? Resumo assim: ética e tolerância são valores que podem ser ensinados e podem ser aprendidos na escola. A baixa educação é compatível com um padrão de maior relativismo. Isso, ele colheu em sua pesquisa. Os menos educados tendem, por exemplo, a condescender com o “rouba, mas faz” e com a idéia de que é normal um político tentar se arrumar e beneficiar parentes.

Ah, acontece que a pesquisa mexe com duas taras das nossas esquerdas: 1) as elites (palavra que nem está no livro) brasileiras são especialmente malvadas, perversas mesmo; 2) o povo é dono de um saber que vai se formando na luta: o saber do oprimido. Ora, o livro demole os dois mitos, que alimentam teses vagabundas, universitários vagabundos e políticos vagabundos, que terminam no banco dos réus — quando o desfecho é bom. É mentira. A elite brasileira (quem empregou este termo foi a VEJA e estou empregando agora) cultiva, na média, os melhores valores da democracia, sendo certo que existem comportamentos fora do padrão. À medida que diminui a escolaridade, o que costuma ser coincidente com a pobreza, cai o apreço pelos valores democráticos.

Alambert se contorcia na cadeira. Ele entendia o que Almeida achou na pesquisa como uma tese: “o povo não sabe nada; os ricos brasileiros é que são bacanas”. E isso, em absoluto, não está no livro; não está na fala do autor; não está nem mesmo no debate. Numa de suas intervenções, o uspiano deixou claro que via as nossas elites (como se ele próprio não pertencesse a seus quadros) como fonte de todos os males do país. Estava nervoso. Ner-vo-sís-si-mo!!!, eu diria. Quando o entrevistado afirmou que elas são menos tolerantes com as ditaduras do que o povo, ele quase cai da cadeira. Tivesse menos opiniões e fosse mais dedicado, deveria levantar o traseiro da cadeira uspiana e fazer pesquisa: por que não vai perguntar o que o seu amado “povo” acha de coisas como linchamento, fechamento do Congresso e homossexualismo?

Insisto
Sim, perguntemos sempre: “Como foi que chegamos ao ponto de ter a cúpula do governo no banco dos réus?” Sem dúvida, os pobres que Alambert conhece de seu provável manual marxista — um marxismo pobrinho, tudo indica — elegem presidentes da República, mas são as elites intelectuais, às quais ele pertence, que os justificam e os explicam. No Brasil, infelizmente, elas são de esquerda — tão de esquerda, que se mostram incapazes de entrevistar um sociólogo que não seja alinhado com o seu pensamento sem que reste no ar a suspeição de má-fé. Vejam o programa: em certos momentos, quase se podia tocar em tal esfera. Parecia que Almeida estava ali para chicotear o povo e propor a beatificação dos ricos.

Num péssimo momento do programa, Paulo Markun fez ao entrevistado uma pergunta delinqüente de um espectador: se as nossas elites são tão boas, como se explica que jovens de classe média tenham espancado uma doméstica? Aposto que houve perguntas melhores do que esta. Porque esta é puro gangsterismo da rede petralha, que aparelha até programa de televisão. É tão legítimo atribuir o espancamento da doméstica à classe média quanto atribuir aos pobres o assassinato do menino João Hélio. Esses cretinos conhecem a rotina de violência nas periferias, onde o “povo mata o povo?” Mais um pouco, e alguém acusaria os garotos de pertencer ao movimento Cansei...

A cúpula de um partido e de um poder está no banco dos réus (uma prova, por enquanto, da vitalidade das nossas instituições, que ela ainda não conseguiu destruir) porque cometeu crimes. E os cometeu com o incentivo e o patrocínio teóricos da esquerda intelectual brasileira. Essa gente tem o mesmo DNA moral daqueles que, no passado, justificaram todos os crimes do stalinismo e do maoísmo.

No meu artigo de estréia na VEJA, há um ano, escrevi o que segue em azul:

“(...) a democracia é um regime legitimado pela maioria, mas sustentado pelas elites, de que a imprensa faz parte. As esquerdas se arrepiam diante dessa afirmação. Entendo.

A alternativa histórica às elites esclarecidas é o déspota esclarecido. Se, no passado, ele podia ser um homem, no presente, tem de ser um "partido", um ente de razão com poder de se sobrepor às leis, embora não dispense o demiurgo. Lula é o Tirano de Siracusa (aquele que Platão tentou converter à filosofia, coitado!) dos intelectuais petistas. A decana do delírio é a filósofa Marilena Chaui. No livro Simulacro e Poder: uma Análise da Mídia, ela afirma que o discurso da direita se sustenta no senso comum. À esquerda caberia desmontá-lo para criar uma "nova fala".

Marilena é a Tati Quebra-Barraco da academia. Seu funk filosófico apela à barbárie, mas tem o charme da resistência, a exemplo de certas canções de Chico – Lula é o "meu guri" que chegou lá. Ela ressuscita a tara do marxismo vagabundo de que o senso comum existe como falsa consciência, a ser superada pela iluminação de uma razão transformadora. Conclui-se que o povo, deixado à própria sorte, vai para a direita. Se educado pela militância, pode atravessar os umbrais da liberdade. Na China de Mao Tse-tung, 70 milhões morreram sob o efeito dessa luz.”

A pesquisa de Almeida acaba com esses falsos dilemas e essas falsas dicotomias, e a academia, como sempre, será o último bastião de resistência do atraso. Boa parte de nossos intelectuais está muito ocupada justificando crimes para que possa pensar numa sociedade mais ética .

[via]

Escrito por Renan às 10h45
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26/08/2007


Sem cortes

Eu adoro tomadas longas. Eis um exemplo de uma cena de luta sem cortes de quase quatro minutos. Demais. Um dia ainda vou filmar algo assim. :)



Escrito por Renan às 12h14
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08/08/2007


Dancinha ridícula

Eu não gosto do Pânico. Aliás, não gosto de nenhum tipo de humorista que precisa fazer hora com a cara dos outros para fazer rir. Em se tratando de pessoas públicas, principalmente políticos, não vejo tanto problema. Mas eles exageram muito.

A moda agora para os acéfalos fãs do programa é ficar atrapalhando o trabalho de repórteres sérios fazendo a "famosa" Dança do Siri atrás dos mesmos, como se quisessem aparecer na TV com uma placa na testa dizendo "Olha como sou idiota".

O pessoal do Pânico podia, ao menos, dar os devidos créditos ao seriado Futurama.



[via]

Escrito por Renan às 15h02
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Lifted

Esse novo curta metragem da Pixar passou antes do filme Ratatouille.
Sensacional (como tudo que a Pixar faz).


Link: sevenload.com

Escrito por Renan às 14h10
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BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, Homem, de 26 a 35 anos, English, Italian, Livros, Música, Cinema